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    A origem das estrelas

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    JonasJ
    Astrônomo Amador
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    A origem das estrelas

    Mensagem  JonasJ em Qui Fev 23, 2017 9:08 pm

    Quando gigantescas nebulosas se movem pesadamente pela galáxia, elas frequentemente colidem uma com a outra, enredando suas entranhas carregadas de gás e poeira. Às vezes, dependendo de suas velocidades relativas e de seus ângulos de impacto, as nebulosas se unem, outras vezes, aumentando ainda mais os estragos da colisão, se dilaceram.
    Se a nebulosa pelo espaço esfria até uma temperatura bastante baixa, seus átomos irão se unir ao colidir, em vez de saírem adernando entre si como fazem em temperaturas mais elevadas.
    O nascimento de uma estrela ocorre quando as forças que tornam a nebulosa cada vez mais densa acabam por levá-la a seu colapso gravitacionalmente induzido, durante o qual cada parte da nebulosa puxa todas as outras partes para mais perto.
    Como o gás quente resiste a compressão, é preciso que a nebulosa esfrie antes que possa se aquecer produzindo uma estrela.
    Em outras palavras, a criação de uma estrela que possui um núcleo de 10 milhões de graus, quente o suficiente para dar início à fusão termonuclear, requer que a nebulosa primeiro atinja suas condições internas mais frias possíveis.
    Assim, a contração gera um aumento das forças gravitacionais, que agita suas partículas gerando calor.
    A temperatura dentro de cada uma dessas regiões eleva-se rapidamente durante o colapso até atingir 10 milhões de graus na escala absoluta.


    Nessa temperatura mágica, alguns prótons (que são simplesmente átomos de hidrogênio, privados do elétron que os orbita) se movem com rapidez suficiente para superar sua repulsão mútua.
    Suas altas velocidades permitem que prótons cheguem suficientemente perto uns dos outros para que a 'força nuclear forte' os una.
    A fusão termonuclear ocorre.
    Partículas são unidas em um único núcleo, criando núcleos de hélio, com massa ligeiramente menor, onde parte dela é transformada em energia, num equilíbrio descrito na famosa equação de Einstein, na forma de energia cinética adicional (movimento). Ou, quando o gás aquece e brilha, sob a forma de fótons (luz).


    Depois de converter hidrogênio em hélio, o núcleo de uma estrela massiva fundirá a seguir o hélio gerando carbono, depois carbono em oxigênio, depois oxigênio em neônio, e assim por diante até chegar no ferro.
    Fundir sucessivamente essa sequência de elementos, cada vez mais pesados, requer temperaturas sucessivamente mais altas para que os núcleos superem sua repulsão natural.
    Quando a fonte de energia cessa, temporariamente, as regiões internas da estrela se contraem, a temperatura se eleva, e o próximo estágio de fusão se inicia.
    Como nada dura para sempre, a fusão do ferro não libera energia, pelo contrário, absorve. A estrela densa já não pode se sustentar contra sua própria gravidade e entra em colapso, forçando sua temperatura a se elevar tão rapidamente que uma explosão gigantesca se segue, com a estrela explodindo suas entranhas em pedaços.
    Durante a explosão, a disponibilidade de nêutrons e prótons e energia permite que a supernova crie elementos de muitas maneiras diferentes.
    Quando as estrelas de grande massa e supernovas forjam elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio, não há nenhum benefício ao universo a não ser que de algum modo esses elementos sejam lançados no espaço interestelar, tornando-os disponíveis para formar mundos com tudo o que conhecemos.
    Sim, a Terra e tudo que conhecemos provêm da poeira das estrelas.


    Bibliografia: trechos adaptados do livro Origens, catorze bilhões de anos de evolução cósmica, de Neil deGrasse Tyson, Donald Goldsmith.


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